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Crítica: Super Mario Galaxy - O Filme (2026)

Foto do escritor: Paula Moraes
Paula Moraes
22 de abr
2 min de leitura

Super Mario Galaxy: O Filme (2026) dá continuidade à animação de 2023 ao ampliar o universo apresentado anteriormente, apostando em uma escala maior e na introdução de novos cenários e personagens. A narrativa retoma pontos deixados em aberto, especialmente a trajetória da Princesa Peach, que passa a buscar respostas sobre suas origens e seu papel dentro daquele mundo.


Um dos principais acertos está justamente nessa tentativa de explorar o passado da personagem. O filme oferece uma explicação mais direta para suas origens, conectando com o arco iniciado no primeiro longa. Ainda assim, essa revelação funciona mais como ponto de partida do que como desenvolvimento completo. Falta tempo e interesse em explorar como essas descobertas impactam suas novas relações ou suas futuras decisões, deixando essa construção em aberto para possíveis continuações.


Do ponto de vista visual, a produção das animações se destacam. A expansão para novos universos permite uma variedade maior de estilos, cores e ambientações, reforçando o caráter inventivo da franquia. Há um cuidado evidente com a animação, que ganha mais liberdade criativa em relação ao primeiro filme. Entre os momentos mais interessantes está a escolha de incorporar sequências de ação inspiradas diretamente na estética dos jogos clássicos, reproduzindo movimentos, enquadramentos e até a lógica visual dos “níveis”.


Apesar dos avanços técnicos, o desenvolvimento emocional apresenta limitações. A relação entre Mario e Peach surge como um elemento esperado pela posição dos personagens, sem que haja construção suficiente entre um filme e outro para justificar seu peso dentro da narrativa. Em vários momentos, a impressão é de que essa linha narrativa poderia ser deixada para um desenvolvimento mais sólido em outro filme.


Um ponto relevante na narrativa é o desenvolvimento de Bowser, especialmente a partir da relação com seu filho. O vínculo entre os dois ajuda a mostrar outro lado do personagem ao mostrar que suas motivações não surgem de forma isolada, mas se estendem ao seu filho reproduzindo sentimentos e ambições semelhantes às que ele próprio demonstrava no primeiro filme. Essa dinâmica adiciona uma camada geracional ao conflito, sugerindo como comportamentos e visões de mundo podem ser transmitidos e reforçados.


Os novos personagens ajudam a ampliar o universo e trazem novas possibilidades, mas nem todos são bem aproveitados. Algumas participações são curtas demais para gerar impacto real, como a da Rosalina e Fox McCloud, funcionando mais como apresentações do que como contribuições efetivas para a trama. Isso reforça a sensação de excesso de ideias para expandir o universo, porém um tempo limitado de desenvolvimento.


No geral, o filme mantém um ritmo ágil e um tom leve, focado no entretenimento direto. As escolhas visuais e o dinamismo das sequências garantem momentos de destaque, mas o roteiro demonstra dificuldade em equilibrar expansão e aprofundamento, especialmente no desenvolvimento de personagens e suas relações.


Divertido e visualmente criativo, mas menos coeso que o anterior. A sequência cumpre seu papel ao expandir o universo, mas deixa claro que ainda há potencial pouco explorado


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